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(NÃO MEXER)

Um Certo Dia... A Bicharada...


Um certo dia, na floresta, um grande alvoroço se fez.
Era uma agitação anormal, a bicharada se movia de um lado a outro.
Era de verdade, uma manhã atípica entre estas criaturas.

Além de estarem se movimentando de forma suspeita,
Muito só conversava em forma de cochichos,
Era de se notar que algo escondido estava a se formar.

Pensei eu, será a chegada de algum grande predador?
Ou seria talvez, alguém muito doente?
Ou seria algum outro tipo sério de desastre?

Comecei a olhar para todos e em todos os lugares,
Nada conseguia entender ou mesmo ver,
Muito menos, ouvir.

Perguntei a preguiça, “O que se passa?”
Ela, como é, preguiçosamente respondeu:
“Não sei bem, pois quando começaram a me contar, acordada não consegui ficar.”

Perguntei então a Dona raposa, estando é claro a uma boa distância: “O que se passa?”.
Ela, lambendo os beiços, disse: “Posso tudo lhe contar, mas de longe não posso gritar, venha logo então, mais perto de mim ficar.” Curioso estava, mas louco ainda não, logo então, bem mais longe dela eu estava.

Logo um zunido ouvi e logo por isso entendi, assim, bem rápido a abelha perguntei: “O que se passa?”
Ela muito apressada e bem agitada, pouco caso de mim fez, mas mesmo assim respondeu:
“Não sei o que perguntas, sei que o trabalho me espera, nada te digo, continua em tua espera”.
A curiosidade me queimava, então avistei a tartaruga, e rápido perguntei:
“O que se passa?” Ela, como é, respondeu com muita calma:
“Bem que a mim também chamaram, mas com esse meu passo, quando lá cheguei, todos longe já estavam.”

Mas será que ninguém aqui sabe o que está a acontecer? Perguntei a mim mesmo.
Pensando nisto, bem avistei o castor na sua represa e a mesma pergunta lhe fiz. Ele então me disse:
“Bem que me chamaram para lá estar, mas ontem, só bem tarde parei de trabalhar.”

Afinal de contas, quem me dirá o que aqui acontecendo está?
Nisto a coruja vi, e a ela de longe me dirigi: “Dona coruja!” gritei eu bem alto, “O que se passa com a bicharada?”; Que decepção, logo perto a chegar, ouvindo então um roncar, percebi que Dona Coruja um cochilo estava a tirar.

Há, lá está a dona formiga, ela sim, irá me informar. “Olá” disse eu, “Como vai dona formiga? Responda-me eu te peço: O que se passa com a bicharada?”. “Perguntas logo a mim?” Falou ela. “Pouco tempo tenho para prosas e passeios, pare de me atrapalhar e vá logo a outro perguntar.”

Decepcionado, pensei: Puxa, quem será que a mim me dirá? Por ventura amigo algum possuo e que a isto me responderá? Ninguém para mim tempo tem? A quem irei? E nisto então, gritei: “Tem alguém aí? Tem algum amigo aí? Algum amigo que possa parar o que esta fazendo e a mim me falar o que se passa com a bicharada?” Minha voz, foi longe, mas nem ao longe vi ou ouvi qualquer que a mim me respondesse. Pensei, afinal, será que amigos tenho eu? Estão planejando alguma coisa e a mim nada me falaram e nem a mim me convidaram. Que triste e solitário sou eu.

Logo ouvi um grande barulho, e vi a bicharada correndo, seria, ou será um grande predador? Fiquei tão assustado que não conseguia me mover; e a bicharada continua a correr e de mim mais perto ficavam, agora podia até ouvi-los a gritar. Seria talvez alguém doente? Ou seria algum tipo sério de acidente? Eu não conseguia parar de pensar, e minha curiosidade ali me prendia. Quando então vi a bicharada logo bem perto chegar, me assustei que logo todos a minha volta ali pararam. E eu então aproveitei e bem alto gritei: “O que se passa afinal com a bicharada? Tenho algum amigo que a mim possa me responder? O que está acontecendo aqui com toda a bicharada?”

Logo então, a minha frente um bolo surgiu, e uma musica cantavam. O que afinal estava vendo? Um bolo, e o que afinal cantavam sem a mim me responderem, o que há com a bicharada? Aos poucos, enquanto me acalmava, e a minha curiosidade amansava, ouvi um coro a cantar: “Parabéns pra você, nesta data querida, muitas felicidades, muitos anos de vida”.

É, então percebi, era dia de meu aniversário. Entendi que a bicharada estava a me preparar uma grande surpresa neste meu dia de aniversário. Eram muitos, quase todos, só não vi a raposa lá. Que surpresa, agora entendi, o que afinal, estava a fazer toda aquela bicharada. Há, e o bolo estava tão bom que palavras para ti não tenho para expressar.

Moral da História:

Se até os malvados podem ter amigos, quiçá, os bondosos.
São os amigos que enchem os lugares no quarto do hospital a visitar-te;
Eles são aqueles que te ligam em horas inapropriadas.
Os amigos são os que costumam dar as gargalhadas de suas trapalhadas.
Amigos, não é quantidade, e sim, qualidade.
Geralmente, são eles, os amigos que lhe dão as maiores broncas.
Se precisar, contente-se com poucos, melhor do que ficar sem nenhum.


Cássio B. Piazzarolo

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